II Encontro de Macau

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Homenagem

Filipe de Sousa

Pianista, Compositor, Maestro, Investig

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Rão Kyao

Rão Kyao

Ao longo de uma carreira que já dobrou a vintena de anos, o lisboeta Rão Kyao tem-se distinguido pela sua persistente vontade em redescobrir o Oriente. Fazendo uso da flauta de bambu e do saxofone, ele foi encontrando inspiração na música indiana, árabe, africana e chinesa, restabelecendo assim o elo perdido entre a tradição musical portuguesa e o Oriente.

Os 17 álbuns que editou até hoje indiciam, de uma forma muito clara, a intenção expressa de, a cada passo, redescobrir as raízes da música tradicional portuguesa, não temendo, antes pelo contrário, o confronto com as suas fontes primordiais: a música indiana e a música árabe. São esses os fundamentos dos primeiros passos da sua carreira, quando edita os seus primeiros álbuns que o impõem como a mais importante figura do meio jazzístico português, ao mesmo tempo que o músico não deixa de assumir o seu fascínio pela música oriental, capaz de o levar a fixar-se em Bombaim durante alguns meses.

Rão Kyao só veio a conhecer o êxito comercial, porém, durante a década de 80, quando os seus discos conquistavam, invariavelmente, galardões de ouro e platina. Primeiro com «Fado Bailado» (1983) e depois com «Estrada da Luz» (1984) e «Oásis» (1986).

O repetir do percurso dos navegadores dos Descobrimentos, levou-o também até ao Brasil, onde gravou o álbum «Danças de Rua» (1987), fortemente inspirado na riqueza rítmica da música nordestina.

Após uma primeira ligação da música portuguesa ao Oriente com «Macau ao Amanhecer» (1984), Macau voltou a ser o pretexto para um novo álbum de Rão Kyao, «Junção» (1999), desta vez acompanhado pela Orquestra Chinesa de Macau. É em «Junção» que se encontra o tema da autoria de Rão Kyao, interpretado durante a cerimónia que celebrou a passagem do território de Macau para a República Popular da China.

Foi condecorado pelo Presidente da República, no dia 10 de Junho de 2007, com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

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